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De dobrável é melhor

“Comprei minha dobravel ha dois anos e há três meses uso-a quase que diariamente para me deslocar em BH. Para mim a bicicleta é mais interessante que um carro, principalmente a dobrável que posso usar em onibus, taxi etc “. Débora Andrade Moura, urbanista. 

   
    
 

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Nāo sei mais viver sem minha bicicleta 

“Há dois anos a bicicleta re-entrou na mnha vida depois que conheci o Bike Anjo.  Deixei de pegar onibus para vir ao trabalho. Eu gastava muito tempo. Sou diarista e a bicicleta me proporciona uma grande economia. Eu me sinto muito melhor hoje indo trabalhar de bicicleta. Melhorou minha saude e aumentou minha disposiçāo. Nāo sei mais viver sem ela! Já estou até tensa pois preciso deixá-la numa oficina para revisāo e isso significa que terei que pegar onibus!”.  Edna Faria. 

    
 

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Shortinho Sim 

Por Gil Sotero
Há alguns dias garotas de uma escola em SP se mobilizaram quanto a proibição de roupas curtas para entrarem na escola. A mobilização resultou na liberdade delas usarem shortinhos quando bem entenderem. Acho surreal ser necessario reinvindciar algo tão obvio num contexto tropical.

Pensando nisso faço esse post em homenagens as todas as ciclistas que pedalam como querem, inclusive de shortinho. Elas não deixam que o machismo determine seu conforto ao pedalar. Neste verão use e abuse dessa peça. Você pode levar uma saia ou calça na mochila, deixar uma peça no seu trabalho etc.  Não se reprima. #vaitershortinhosim #cadavezmais

 Atualização: 

Ao colocar o post na Massa Crítica de Belo Horizonte depoimentos das meninas comprovam o nível do assédio às mulheres que pedalam.

“Já mudei minha rota duas vezes por causa de homem nojento e alguns me xingam apenas por eu estar passando em frente ao buteco que eles ficam o dia todo. Cansei, perdi o medo e fodaz, comecei a revidar e já me livrei de um. Nunca mais mudo minha rota, vou revidar e fodazzzzzz eu faço um bafo astronômico se precisar”, escreveu Leila.

“Falta-me coragem e dispô pra botar a banca dos shortim curto demais sempre, ainda mais desacompanhada. E não é por machismo não, é por medo” postou Clarice. ” – “Eu também evito sair de short, principalmente a noite e sozinha. O assédio é muito maior e eu realmente sinto medo” completou Raquel.

 “Eu pedalo de vestido às vezes… Sempre uso short por baixo, mas não dá pra ver… Uso shorts e bermudas pra pedalar pelos bairros próximos e calça apenas na BR, por motivo de segurança. Não ligo pra nada do que dizem os machistas, nem as machistas. Roupa pra mim é questão de ocasião”, disse Danielle .

No post alguns cometários de homens (que inclusive pedalam) mostrou como alguns ainda não entenderam como o machismo cerceia a liberdade das mulheres. Ao ler muitas mulheres desabafaram. “Não sei o que é pior, um machista que implica e não quer que você use, ou um machista que quer que você use pra poder secar e te assediar. Estamos f*didas mesmo”, escreveu Janaina.

Uma garota não poder usar short para pedalar sem ter receio de assédio é realmente um absurdo.

Garota pedalando em BH. Foto: Gil Sotero

reprodução internet


Como seria o dia de uma garota pedalando de shortinho no verão? Veja o video.

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Sem neura

“Eu só uso a bicicleta como meio de transporte. Pedalo desde os 4 anos. Bicicleta pra mim significa independência. Para uma mulher andar a pé a qualquer hora na cidade não é fácil. Mas na bicicleta me sinto segura, pedalo sem neura. Ainda que o trânsito seja hostil “. Juliana Silva 

      
  

 

 

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Conquistando a Cidade 

“Eu já pedalava antes e usava a bicicleta mas foi em 2013, quando me juntei à Massa Crítica e a outros grupos de pedal noturno, que fui pegando o ritmo e confiança de andar no meio da rua, perdendo os medos e conquistando a cidade.Ao meu ver a bicicleta é muito mais do que um modal de transporte autônomo, prático, limpo e silencioso. É uma nova articulação social, uma ferramente de cidadania e uma possibilidade de redescobrir lugares e pessoas. 

Com as duas rodas ganhei novos olhos, tudo aquilo que aprendi na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo: as articulações entre pessoas e o espaço que as cercam, as visadas da cidade e uma mobilidade racional, tudo isso ganhou um novo sentido muito mais lógico e prazeroso. Quando saímos da bolha de metal e vidro dos carros e nos posicionamos no meio da rua podemos sentir e viver o espaço urbano de uma forma mais direta e humana, os sentidos são bombardeados pelas imagens, cheiros e sons que nos cercam. As pessoas passam a se olhar nos olhos e a se cumprimentarem com um aceno de cabeça, e o sorriso que carrego no rosto é retribuído com uma frequência muito maior do que quando passamos correndo de janelas fechadas.

Pra mim bicicleta é isso: viver, sentir e gostar da cidade e seus cidadãos; como ciclistas somos mais sensíveis e atentos aos problemas das ruas, gentis e cordiais com o próximo, e os laços de afeto e amizade com aquilo que nos cerca cotidianamente tornam-se muito preciosos e enriquecedores”. Clarice Lacerda, arquiteta. 

   
     

  

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Um Novo Estilo de Vida

“Eu pensava que ia comprar apenas uma bicicleta mas acabei adotando um  novo estilo de vida. Adquiri a minha bicicleta dobrável há dois meses e estou conhecendo muita gente legal e observando a cidade como nunca tinha visto. Eu tenho carteira mas nunca gostei de carro. Na verdade nunca dirigi um carro próprio. Eu acho que está cada vez mais inviável ter automóvel em cidades grandes como Belo Horizonte”. Bruna Caldeira, designer gráfico.    

    
 

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Um dia frio qualquer 

“No primeiro dia que saí de bicicleta por BH eu já vi a cidade de outro jeito. De fora do carro, sem estar presa no trânsito o contato com as pessoas, com a atmosfera urbana transforma a gente. Eu ainda não me sinto segura em usar a bicicleta em algumas regiões da cidade em determinados horários mas quero usar a bicicleta cada vez mais em BH”. Mariana Vasconcelos, professora e atriz, pedalando em uma Monark Brisa reformada.