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Bike Courier Style

Pedalando uma linda caloi ceci verde conversei um pouco com Lilian. Uma das poucas bike courier da cidade que adora moda e bicicleta.

“Comecei usar a bike para não depender de ônibus na faculdade em 2010 e com o tempo fui conhecendo melhor a cidade, novos amigos que pedalam até que chegou uma hora em que decidi ser bike courier  pois pedalar em BH virou algo essencial na minha vida.  Com a bicicleta é muito mais fácil interagir com a cidade. Eu mantenho meu estilo. Apenas uso a “roupa de ciclista” como uniforme quando estou a trabalho.

Nos meus compromissos sociais vou com roupas normais. Como designer de moda fico sempre atenta aos acessórios, tenho feito vários para meu uso.  A bicicleta parece estar na moda mas nem tanto. A maioria das marcas usam as bicicletas em campanhas publicitaria como parte do cenário ou em um momento específico mas ainda não atentaram para um estilo de vida na bicicleta e a necessidade de desenvolver peças de roupas mais confortáveis e adequadas para quem pedala e que não quer um visual esportista. A bicicleta faz parte do meu estilo. É a minha moda “, Lilian Parreiras , 30 anos, designer de moda e bike courier.

Fotos; Gil Sotero

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O vício saudável 

“Pedalar dá uma liberdade tão grande que a gente vicia e fica arrumando programa para ir de bicicleta. No início, apesar da minha experiência em usar a bicicleta como lazer, eu tive receio por causa do trânsito , mas nunca deixei de pedalar por isso. A gente tem que enfrentar. Eu uso muito vestido. Acho muito confortável, você coloca um shortinho por baixo e vai a qualquer lugar”. Flora Guerra, técnica em som. 

   

           

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A Menina de Lenço

Maria Trika, estuda no Colégio Sagrado Coração de Jesus, que fica na Professor Moraes. Ela é a única garota que vai de bicicleta. “É horrível porque na escola não tem onde guardar a bicicleta. Eu tenho que subir as escadas carregando-a. Vivo tentando incentivar a galera mas como não há estrutura eles não animam. Mesmo assim amo pedalar. No começo eu pensava: Ah.. não dá para ir de saia e etc, mas depois chegou um ponto que decidi manter meu estilo pois é parte da minha identidade” declarou Trika.

IMG_0193IMG_0189 IMG_0192Adorei o style dela, principalmente o lenço. Quando a vi lembrei-me da garota do quadro do pintor holandês Johannes Vermeer.

Girl with a pearl earring oil

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Sem Salamaleque

“Antes eu ficava com medo, mas hoje, com alguns meses de pedaladas por BH, já me sinto confiante o suficiente para sair sem nada – uso, no máximo, as luvas, para as mãos não escorregarem no passador de marchas. De resto, já me permito usar o cabelo como bem quero, o sapato que bem entender, e até uns shorts e umas saias e vestidos. Nessas horas eu consigo sentir toda a liberdade que a bike dá pra gente, me sinto realmente dona do meu espaço e da minha vontade. Gosto de me sentir livre – aquela coisa de simplesmente pegar a bike e sair, sem muito “salamaleque”. Janaïna Rochido, jornalista que foi pedalando ao Brechic na Casa do Jornalista no último sábado.

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