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Empoderamento 

“Mesmo no movimento ciclístico em BH, alguns não entendem que gays também pedalam. Então eu vejo que além da luta pelo direito direitos de ocupar a via e ser respeitados temos que nos fazer visíveis. Para mim a bicicleta é também uma forma de empoderamento, ainda que lúdico, pois estou sempre mais feliz curtindo e vendo a cidade de fora”. Bruno Alberto, tradutor, em sua “Heloisa” uma Monark 10 positron, circa 1979.

 

  
    

  

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Do jeito que eu quero 

“Quem fala que BH não é para bicicleta nunca tentou. A cidade tem corredores cicláveis que com pouco investimento possibilitarão irrestrito acesso. Para não suar, vou devagar. Depois que comecei a pedalar vi que podia sair bem mais à vontade. Em setembro passado, por exemplo, quando fez muito calor, eu me desloquei para o trabalho de sunga, mochila e tênis e vesti roupa somente no estacionamento. Se não tiver cauda, qualquer roupa que vista (ou não) serve para pedalar, rs”. Samuel Lima Xisto, professor. 

  

 

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Pedalando “in memorian” 

“Namorei durante anos com um ciclista, que pedalava pela cidade antes mesmo da bicicleta ter a visibilidade que tem hoje. Pedalávamos juntos, ele tinha uma speed e eu a mesma bicicleta que tenho hoje. Ele era professor, ia pra escola, pra minha casa, pra UFMG. Como geógrafo ele era muito crítico da forma como a cidade estava organizada, por isso escolheu a bicicleta. Um dia há 5 anos ele foi atropelado enquanto pedalava e faleceu. Naquela época a visibilidade dos ciclistas era bem menor, quase não víamos grupos e organizações de defesa dos ciclistas. Fiquei todos esses anos sem pedalar. A experiência de perda é uma coisa marcante na vida. Quando voltei a pedalar não tive coragem de usar como meio de transporte, só para lazer. Mas depois o medo foi passando e agora uso a bicicleta diariamente. Pedalar na minha bicicleta me remete a uma imediata sensação de prazer, liberdade e eu me lembro dele todos os dias. É uma forma de honrar a memória dele e o manter vivo”. Talita Barcelos.

“Ī have dated a guy who was a cyclist and we used to ride together. He was a teacher, so he used to go to school, to my house, to the university ,etc, all by bike. He was very critical of the way the city was organized, so he chose the to ride. One day, 5 years ago, he was using his bike, when he was run over and died. I stopped using the bike for many years. The  experience of loss is a remarkable thing in a person’s life. When I got back to ride I did not dare to use it  as a daily transportation, just for recriation. After some time I wasn’t feeling scared anymore and now, I use the bicycle everyday. Riding my bicycle brings me an immediate sense of pleasure, freedom and It reminds me him. It is a way to honor his memory and keep it alive “. Talita Barcelos
   
     

   
   

In memorian (Ricardo)

  

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Pedalando de Sandálias

O verão começou há alguns dias no Brasil e logo os termômetros não registrarão temperaturas abaixas de 30 graus. Com o calor, uma parte em especial do corpo sofre: os pés, que transpiram três vezes mais.

Pedalar com sapatos pode ser um martírio para quem não está praticando esporte!  A solução é simples, embora muitas vezes descriminada: sandálias e chinelos. Chega de preconceito! Moramos num pais tropical.

Sandálias também são cycle chic! Use e abuse das sandálias nos looks e aproveitem a variedade de marcas e modelos.

A dica é pedalar devagar, manter os pés limpos, unhas cuidadas e calcanhar hidratados para evitar rachaduras.

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Abaixo uma seleção de looks para inspirar, despojado ou sofisticado, existe uma sandália para cada estilo!

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Chapéu ajuda a compor o visual

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