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Empoderamento 

“Mesmo no movimento ciclístico em BH, alguns não entendem que gays também pedalam. Então eu vejo que além da luta pelo direito direitos de ocupar a via e ser respeitados temos que nos fazer visíveis. Para mim a bicicleta é também uma forma de empoderamento, ainda que lúdico, pois estou sempre mais feliz curtindo e vendo a cidade de fora”. Bruno Alberto, tradutor, em sua “Heloisa” uma Monark 10 positron, circa 1979.

 

  
    

  

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Pedalando “in memorian” 

“Namorei durante anos com um ciclista, que pedalava pela cidade antes mesmo da bicicleta ter a visibilidade que tem hoje. Pedalávamos juntos, ele tinha uma speed e eu a mesma bicicleta que tenho hoje. Ele era professor, ia pra escola, pra minha casa, pra UFMG. Como geógrafo ele era muito crítico da forma como a cidade estava organizada, por isso escolheu a bicicleta. Um dia há 5 anos ele foi atropelado enquanto pedalava e faleceu. Naquela época a visibilidade dos ciclistas era bem menor, quase não víamos grupos e organizações de defesa dos ciclistas. Fiquei todos esses anos sem pedalar. A experiência de perda é uma coisa marcante na vida. Quando voltei a pedalar não tive coragem de usar como meio de transporte, só para lazer. Mas depois o medo foi passando e agora uso a bicicleta diariamente. Pedalar na minha bicicleta me remete a uma imediata sensação de prazer, liberdade e eu me lembro dele todos os dias. É uma forma de honrar a memória dele e o manter vivo”. Talita Barcelos.

“Ī have dated a guy who was a cyclist and we used to ride together. He was a teacher, so he used to go to school, to my house, to the university ,etc, all by bike. He was very critical of the way the city was organized, so he chose the to ride. One day, 5 years ago, he was using his bike, when he was run over and died. I stopped using the bike for many years. The  experience of loss is a remarkable thing in a person’s life. When I got back to ride I did not dare to use it  as a daily transportation, just for recriation. After some time I wasn’t feeling scared anymore and now, I use the bicycle everyday. Riding my bicycle brings me an immediate sense of pleasure, freedom and It reminds me him. It is a way to honor his memory and keep it alive “. Talita Barcelos
   
     

   
   

In memorian (Ricardo)

  

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Chapéu

Por Gil Sotero*

Os registos mais antigos sobre a existência e uso regular de proteções para a cabeça, datam do ano de 4.000 a.C. e referem-se ao Antigo Egito, à Grécia e à  Babilônia. Nessa época era normal usarem-se faixas de tecido na cabeça para prender e proteger os cabelos. Foi com a nobreza e a sua necessidade de mostrar o seu status social que mais tarde surgiram os turbantes, as tiaras e as coroas, que também eram usadas, por vezes, pelos sacerdotes e pelos guerreiros, embora com significados sociais distintos. No entanto, a primeira proteção de cabeça digna de poder ser considerada um chapéu, nasceu por volta do ano 2000 a.C. e foi inventado pelos gregos. Conhecido pelo nome de “Pétaso”, este primeiro chapéu tinha uma copa baixa e umas abas largas, sendo usado pelos gregos como protecção nas suas frequentes viagens.

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Quando a bicicleta surgiu, homens e mulheres já usavam chapéus. Após os anos 1930 os chapéus passaram a ser vistos como um acessório de vestuário.

Hoje em dia o chapéu caiu em desuso pela maioria da população. Ao invés deles entraram em cena os bonés. Outro dia entrei no ônibus usando um chapeu , estilo Pork Pie e notei que os olhares se dirigiam a minha cabeça. De repente reparei que todos que usavam chapeu no local estavam com bonés. Até mesmo o publico feminino se rendeu a esse estilo de chapéu esportivo, abandonando uma grande gama de tipos de chapéus que elas tinha a disposição.

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Femininos

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Masculinos Blog-Dudalina-Masculina-chapéus

O visual esportivo praticamente tomou o cotidiano das pessoas. Diariamente as pessoas saem de casa como se fossem correr, pedalar ou praticar algum tipo de esporte. A mídia esportiva tomou todos editoriais e a imagem dos atletas se sobressem no dia-a-dia. Paralelamente nunca na história da humanidade as pessoas estiveram tão doentes por causa do sedentarismo. Alguma coisa está errada não é?

Na contramão do mundo os bicicleteiros estão resgatando um estilo de vida mais ativo e de quebra alguns itens do vestuário como os chapéus. Este editorial é dedicado a eles.

Rapaz com sua bici no centro de Washington DC. Foto Gil Sotero

Rapaz com sua bici no centro de Washington DC. Foto Gil Sotero

Garota pedalando no Central Park. Foto Gil Sotero

Garota pedalando no Central Park. Foto Gil Sotero

Homem pedalando em Bogotá - Colômbia. Foto Gil Sotero

Homem pedalando em Bogotá – Colômbia. Foto Gil Sotero

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Outros: (fonte: internet)

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Fontes: http://origemdascoisas.com/a-origem-do-chapeu/

* Gil Sotero é jornalista e designer bicicleteiro. Responsável pelo projeto BH Cycle Chic.