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Crise de abastecimento faz trânsito de bicicletas crescer 76,5% em BH

Moradores estão descobrindo o prazer de andar de bicicleta pelas ruas de Belo Horizonte para fugir das gigantescas filas dos postos, provocadas pela paralisação dos caminhoneiros

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Bicicletas Liberadas em Parques de BH

Por Gil Sotero

Finalmente os parques de BH serão liberados para ciclistas! Como já tinha descrito antes aqui no blog fiquei acompanhando projetos que impulsionam o uso da bicicleta em BH. Alguns deles que alterariam uma lei (absurda) criada em 2011 que proíbe bicicletas de adultos em Parques de BH. Foi aprovada na tarde dessa quarta-feira, 09,  em 2º turno, o projeto Lei 934/13 de autoria do vereador Pablito, que altera dispositivos da Lei 10.285/11 estendendo às bicicletas de maior porte a permissão para ingressar nos parques da capital. O projeto entretanto exclui os Parques das Mangabeiras e da Serra do Curral e também proíbe e-bikes de circularem nos parques públicos. Após aprovação da redação final, as matérias seguem para sanção ou veto do prefeito Márcio Lacerda e publicação no Diário Oficial.

Parque Municipal Américo Renné Giannetti possui atualmente menos de 500 metros de ciclovias. Foto: Jornal Contramão/UNA

Parque Municipal Américo Renné Giannetti possui atualmente menos de 500 metros de ciclovias. Foto: Jornal Contramão/UNA

Através de sua assessoria de imprensa a Fundação de Parques disse que só vai se manifestar após publicação da Lei no Diário Oficial. Eles terão um prazo para se adequar, como por exemplo criar mais ciclovias no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, que atualmente possui menos de 500 metros de vias. Tudo indica que em 2016 já teremos muitos parques para pedalar em BH. Viva!

Abaixo redação da PL

PROJETO DE LEI N° 934/2013
SUBSTITUTIVO-EMENDA N° Altera dispositivos da Lei n° 10.285/2011, que Autoriza o uso de bicicleta de pequeno porte nos parques do Município de Belo Horizonte.
Art. 1° Fica autorizada a entrada de bicicletas não motorizadas ou elétricas, de qualquer porte, nos parques do Município de Belo Horizonte. Parágrafo único – A autorização prevista no caput não se aplica ao Parque das Mangabeiras e ao Parque da Serra do Curral.
Art. 2° O uso de bicicletas será permitido somente em áreas específicas, ostensivamente indicadas, previstas no regulamento de cada parque.
§1° O regulamento poderá proibir o uso de bicicletas na hipótese de ausência de espaço disponível para a prática no parque.
§2° O uso de bicicletas poderá ser suspenso temporariamente por motivo de relevante interesse social ou ambiental. §3° A definição das áreas para circulação de bicicletas poderá contar com a participação da comunidade interessada. Art. 3° As áreas para circulação de bicicletas não se situará:
I — em áreas de preservação permanente, conforme previsto na legislação ambiental brasileira;
II — em áreas de relevância ambiental;
III — em áreas que ofereçam risco à segurança dos usuários do parque.
Art. 4° O uso de bicicletas sem a observância desta lei será punível com apreensão e multa, conforme regulamento próprio.
Art. 5° Os casos omissos ou as divergências na aplicação desta Lei deverão ser resolvidos pela Fundação de Parques Municipais.
• , CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE ‘0~1 Art. 6° Fica revogada a Lei n° 10.285, de 14 de outubro de 2011. Art. 7° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Exposição em BH lança um olhar sobre bicicletas abandonadas na Europa 

“En rueda está el silencio detenido,
Y en freno congelado la distancia.
Que lejano está el pie, como se ha ido.
La infancia del pedal sobre la infancia…

Tan inmóvil pedal dormido ahora.
Por la lluvia de ayer que te evapora.
Tu perdida niñez de bicicleta”

(Trecho do poema Bicicleta abandonada en la lluvi – Miguel Arteche – Francisco Villa)

 
Quando viajamos a lugares distantes e desconhecidos as paisagens e planos abertos sempre nos chamam a atenção. Mas quem ama as bicicletas sempre a enxergara no detalhe da cidade, mesmo que abandonadas. Foi o que fez o fotógrafo Bruno Senna que registrou bicicletas abandonadas em cidades europeias. A exposição “A MORTE DAS BICICLETAS” que abre no dia 4 de agosto no Café com Letras, provoca uma reflexão sobre a vida útil e o abandono das magrelas. Pelas lentes de Bruno Senna, o que seria lixo urbano para alguns vira arte. A mostra traz imagens de bicicletas que foram descartadas, a maioria delas deixadas em lugares públicos, pelas ruas da Holanda, Alemanha e Itália.

 
Por meio das imagens, o fotógrafo sugere uma reflexão sobre o paradoxo entre o grande incentivo ao uso da bicicleta no Brasil e o abandono pelo cidadão europeu, algo que que é ignorado pela sociedade como algo habitual. Outro aspecto levado pelos registro de Bruno está na diferença do fim entre as magrelas na América Latina e na Europa. Para ele, não há abandono em nosso continente, pois as pessoas costumam pegar, reformar, revender. “Na Europa o custo é muito baixo que ela acaba virando lixo nas ruas. Ao me deparar com esse cenário, enxerguei poesia nele”, conta o fotografo ao lembrar da foto que tem uma árvore que cresceu e tomou uma bicicleta. “Seria como a vida engolindo a morte”, finaliza

 
Bruno Senna é fotografo e filmmaker desde 2006. Trabalhou durante seis anos na da Revista Ragga”dos Diários Associados. Trabalha também como freelancer para marcas com Red Bull e The North Face Brasil. Em 2011, lançou “My First Mountain”, documentário que rodou os principais festivais defilmes de aventura do país. Em 2012 foi diretor do curta “Justiçamento”, que participou do Short Film Corner em Cannes e Diretor de Fotografia do curta”+”. Além disso, tem no seu portfólio comerciais e clipes de bandas. Atualmente é o fotógrafo oficial da “Revista do Cruzeiro Esporte Clube” e do Geopark do Quadrilátero Ferrífero.

Serviço:

Exposição fotográfica “A Morte das Bicicletas”      Abertura: 4 de agosto de 2015, às 19h, no Café com Letras. Quem for de bicicleta na Abertura ganha uma bebida.

Visitação: entre 4 a 25 de agosto, no Café Com Letras, rua Antônio de  Albuquerque, 781 – Savassi.
Horário: segunda a quinta, das 12h à 0; sexta e sábado, das 12h à 1h e, aos domingos, das 17h às 23h.

Informações e reservas: (31) 3225-9973.

Link do evento no facebook.

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Festa Junina da Bicicleta, Ciclo Bazar e Documentário agitam final de semana ciclístico em BH 

Pensando em unir comida típica junina e bicicletas, ciclistas de Belo Horizonte resolveram realizar um evento para unir os amantes dessa gastronomia épica a cultura da bicicleta que aumenta cada dia mais na capital mineira. No domingo, 21, acontecem o Bicicleta Junina, Ciclo Bazar e exibição do documentário Bike vs Car. 

  
A gastronomia já anda de bicicleta há muito tempo. Não é incomum reparar nas ruas de BH ambulantes vendendo todo tipo de alimento em bicicletas adaptadas. Foi pensando nessa idéia de celebrar a bicicleta também na gastronomia que ciclistas de BH resolveram criar um evento para reunir amigos, quitandas juninas e a bicicleta num só local. “A idéia do evento é fortalecer a cultura da bicicleta e promover troca de experiências gastronomicas em uma comunidade que por si já se auto ajuda. Aqui em BH temos cada vez mais pessoas usando a bicicleta como meio de transporte e grupos que vão para além dos pedais juntos, a bicicleta resgata também o senso de comunidade urbana”, declarou Gil Sotero, um dos organizadores. 

 

Food Bikes participarão do Bicicleta Junina

 
O menu será bastante variado,ciclistas prometem levar de feijão tropeiro vegano a borwnie e cupcakes. As food bikes, bicicletas estilizadas especificamente para a comercialização de comida, também farão parte do evento. “Eu adorei a ideia de uma festa junina só para bicicletas, e como meu trabalho vem sendo em cima de uma magrela eu estou indo para divulgar meu trabalho e fazer novos amigos”, afirma Carolina Coscarelli da Chocake. Os itens do menu no evento terão valores a partir de dois reais. 

Ciclo Bazar e Filme

Durante o Bicicleta Junina acontece também o Ciclo Bazar de Rua, encontro de amantes de bicicletas vintage que acontece uma vez por mês na cidade. Além das bicicletas antigas os participante trocam peças usadas. 

  
Bikes vs Carros, um olhar atual sobre a mobilidade urbana e as grandes cidades

 

Para encerrar o evento os ciclistas poderão conferir a exibição do documentário inédito Bike Versus Car, dirigido pelo sueco Fredrik Gertten. A produção narra como a indústria automobilística influencia nas políticas públicas das cidades e como a bicicleta começa a mudar uma parte desse jogo. 
Gravado em São Paulo (Brasil), Los Angeles (EUA), Toronto (Canadá) e Copenhague (Dinamarca), o filme mostra realidades completamente diferentes, desde a luta por incluir o uso da bicicleta no dia a dia das pessoas em São Paulo até Copenhague, cidade que é referência internacional em mobilidade urbana. Bike vs Car realiza um dialogo sobre essa questão que é a pauta global de todas as grandes cidades, com depoimentos de governantes, ciclistas, taxistas, especialistas, pedestres e motoristas.

O filme teve sua première internacional em Malmö, na Suécia, em março, e até agora já passou pela Espanha, Reino Unido, Colômbia, Austrália e Estados Unidos, entre outros. De acordo com a programação internacional, o filme ainda vai à Coreia do Sul, Polônia e muitas outras cidades dos Estados Unidos. 

A exibição em Belo Horizonte será na Praça do Ciclista (Carandaí c/ Av. Brasil) às 18h30 ao ar livre. Aline Cavalcante umas das protagonistas do longa vira a BH para exibição do longa. 

  

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Anarkiê – Pedal Junino do Bloco da Bicicletinha

bloco da bicicletinha

Para quem quer fugir de um dia dos namorados maçantes e enfurnado num restaurante careta qualquer (ou em casa por conta da crise) o Bloco da Bicicletinha realiza nesta sexta-feira, 12, o “Anarkiê da Bicicretinha“.O Bloco da Bicicletinha é um pedal irreverente, anarquista e carnavalesco, sempre temático, que já existe há mais de 1 ano. Costuma ser sempre às sextas-feiras e varar a madrugada de BH. Nessa edição o  ponto de encontro (esquenta) será na Praça do Papa às 20h30 e o primeiro trajeto será descer a Afonso Pena.

Dica: Levem agasalhos pois o calor da subida logo esfria.

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Não há vagas na UFMG… para bicicletas!

É desanimador descobrir que os lugares que deveriam ficar atentos aos movimentos de vanguarda (considero a “ressurreição” da bicicleta nos centros urbanos brasileiros um desses movimentos), estão totalmente alheios ao que ocorre em suas próprias instalações. Quem vai ao Campus da Universidade Federal de Minas Gerais já sente que as rodinhas são proibidas no local pois não há como andar pelas estradas que cortam a cidade universitária. Quem vai de bicicleta é “invisível”.

Mateus de Andrade, 26 é doutorando na Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas) e sabe bem como é isso. Ele precisa subir até o 4 andar com a bicicleta para deixá-la em um lugar mais seguro. “Eu uso a bike todos os dias para vir do Jaraguá até aqui. A estrutura do Campus é deficiente, não há ciclovia nem bicicletários”, disse a respeito do prédio da Fafich .

Mateus na Fafich. Foto Gil Sotero

Mateus na Fafich. Foto Gil Sotero

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Sem lugar para prender a bicicleta os ciclistas da Fafich precisam improvisar. Foto Gil Sotero

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O lugar que poderia ter um bicicletário virou um depósito de cadeiras.

Enquanto isso a carrocracia impera, mas os estudantes não conseguem nem carona da entrada na Antonio Carlos até os respectivos prédios em que estudam. Que pena!

Carros lotam as ruas da instituição. Foto Gil Sotero

Carros lotam as ruas da instituição. Foto Gil Sotero

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TWEED RIDE BH REALIZA PASSEIO E PICNIC NA PAMPULHA

A Pampulha será o cenário da próxima edição do Tweed Ride BH, passeio retrô de bicicleta que promete dar a volta na Lagoa

No próximo domingo, (22/02) acontece mais uma edição do Tweed Ride em Belo Horizonte, um passeio com ares retrô que resgata o papel da bicicleta no cenário urbano. Os participantes se inspiram em figurinos e acessórios das décadas de 40 e 50 e pedalam pela cidade promovendo o uso da bike. A programação inclui passeio, picnic, concurso e é aberto a todas as faixas etárias.

O principal objetivo dos ciclistas que participam do Tweed Ride BH é conscientizar a população do uso da bicicleta: “Uma das diversas intenções do Tweed Ride BH é mostrar que é possível usar a bicicleta como meio de transporte, desvinculando-a da prática esportiva”, declarou Renata Aila, pesquisadora UFBA, criadora do Twwed Ride BH. A magrela também é uma forma estilosa de conhecer a cidade – “Bike é estilo! O passeio resgata a memoria da cidade, o percurso do passeio sempre esta associado a historia da cidade!O Tweed mostra que você pode andar de bicicleta tendo um estilo mais elegante, rompendo com a imagem da bicicleta esportista”, observa Enne Maia, estudande de arquitetura, uma das organizadoras do Tweed em BH.
A escolha da Pampulha não foi por acaso, o local era o “point” mais badalado na cidade em verões de década passadas. “A região da Lagoa da Pampulha viveu o glamour de verões da década de 50 e é um ótimo lugar para pedalar e o conjunto arquitetônico é um dos mais bonito da cidade”, declara Gil Sotero, jornalista e co-organizador do Tweed Ride BH.

O passeio contará com sorteios de brindes de apoiadores para os ciclistas que mais capricharem no visual, picnic, apresentação de dança do grupo Be Hoppers e encerramento em hamburgueria retrô.

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Nascido em 2009 em Londres, quando um grupo de ciclistas resolveram pedalar resgatando vestimentas de inverno dos anos 20, 30 e 40, entre eles o tweed, um tecido de lã utilizado em estações frias, o passeio batizado de Tweed Ride ou Tweed Run ganhou o mundo com a mesma mensagem: a bicicleta é uma forma elegante de se deslocar pela cidade.

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Em Belo Horizonte a primeira edição foi realizada em 2013. A adesão ao passeio se dá pela principal característica do evento; Não é preciso ser um atleta para participar – “”Ao longo da história do Tweed Ride BH, percebe-se o carinho com que os ciclistas têm recebido o passeio no qual vemos um número crescente de participantes a cada edição.”, declara Renata Aila. O o Tweed também resgata hábitos perdidos: “Nossos avós usavam a bicicleta e todos se conheciam nos bairros. O Tweed resgata isso: a relação com a cidade algo que foi perdido com a cultura do carro e shopping center´s. Nós do Tweed queremos parques, praça, museus, tudo que promova o uso da bicicleta. Bike é cultura e está renascendo em varias cidades pelo mundo”, completa Sotero.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/368364786677232/?ref=98 Serviço Tweed Ride BH Verão 2015 Concentração 10h – Parque Ecológico da Pampulha Volta na Lagoa 11h. Assessoria: 9182-4349