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Na Manifestação 

No dia 15 de março de 2017 milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a reforma da previdência no Brasil. Algumas pessoas foram de bicicleta. Onde há gente a bicicleta também está lá. 

“Com a bicicleta para chegar em grandes atos a gente foge do trânsito, do transporte público ruim e ainda ganha saúde para nós e outros já que a bike não polui a cidade” Luiza, advogada.

 

Luiza. Foto Gil Sotero


“Primeiramente Fora Temer! Depois que passei a usar a bicicleta o tempo de desfrute da cidade aumentou. Agora eu reconheço as árvores da cidade e escolho  meu caminho” Renata Queiroz, atriz e psiquiatra. 

Renata Queiroz, atriz e psiquiatra – Foto Gil Sotero


Eu também estava lá e de Bici. 

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Bike Courier Style

Pedalando uma linda caloi ceci verde conversei um pouco com Lilian. Uma das poucas bike courier da cidade que adora moda e bicicleta.

“Comecei usar a bike para não depender de ônibus na faculdade em 2010 e com o tempo fui conhecendo melhor a cidade, novos amigos que pedalam até que chegou uma hora em que decidi ser bike courier  pois pedalar em BH virou algo essencial na minha vida.  Com a bicicleta é muito mais fácil interagir com a cidade. Eu mantenho meu estilo. Apenas uso a “roupa de ciclista” como uniforme quando estou a trabalho.

Nos meus compromissos sociais vou com roupas normais. Como designer de moda fico sempre atenta aos acessórios, tenho feito vários para meu uso.  A bicicleta parece estar na moda mas nem tanto. A maioria das marcas usam as bicicletas em campanhas publicitaria como parte do cenário ou em um momento específico mas ainda não atentaram para um estilo de vida na bicicleta e a necessidade de desenvolver peças de roupas mais confortáveis e adequadas para quem pedala e que não quer um visual esportista. A bicicleta faz parte do meu estilo. É a minha moda “, Lilian Parreiras , 30 anos, designer de moda e bike courier.

Fotos; Gil Sotero

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Berlineteiro

Aproveitando que amanhã, domingo 29, acontece em BH o Bicicleretta, um passeio em homenagem às bicicletas de aro 20 produzidas no Brasil até a década de 80; Monaretas e Berlinetas, vamos destacar pessoas que fazem dessas bikes um estilo de vida!  

“Sempre trabalhei na região central e o caos no trânsito e a falta de respeito dos motoristas me afastou do querer “tirar carteira “. Em uma oportunidade de transferência de trabalho para a região da Pampulha (região que moro)  garimpei em ferro velho quadros de berlineta, pensando em dar um final mais digno a elas que nos anos 70/80 eram o símbolo de mobilidade urbana e foi a minha primeira bicicleta.  Eu uso nos meus deslocamentos diários.  Tenho Berlinetas e Monaretas.   Melhorou muito a questão de qualidade de vida e a região da Pampulha é ideal para as aro 20” Wagner Braccini, 42, artisfa plástico.


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Cinco C’s

Vi esta garota pedalando tranquilamente na Rua Niquelina, Santa Efigênia, BH, e me lembrei de uma nota que li há um tempo. 

“De acordo com o relatório produzido pela organização The Bike League’s Women, existem “cinco Cs” que levam as mulheres a usarem mais a bicicleta: conforto, conveniência, compras de produtos, confiança e senso de comunidade. Na Holanda, mais da metade dos ciclistas é composta por mulheres; já nos Estados Unidos esse número chega a ser menos de um quarto. O motivo apontado para que isso ocorra não é o medo do trânsito nas ruas agitadas das grandes cidades, mas sim a desigualdade entre os modelos de família. Apesar de todo o progresso ao longo dos anos, a vida da mulher ainda está repleta de atividades domésticas, além do cuidado dos filhos, da família e da jornada de trabalho fora de casa”. Fonte VádeBike

Não é o medo das ruas que impedem as mulheres de pedalarem tanto quanto os homens. 

foto G. Sotero.

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Pedalando aos 80 anos 

“Pedalo desde pequenino.  Eu vim agradecer o padroeiro do bairro Padre Eustáquio. Tenho essa bicicleta há 8 anos. A anterior foi roubada. Estou com receio de pegar essa rua principal mas eu tenho fé que Padre Eustáquio vai me proteger”. Pedro da Silveira, 81 anos. 

A bicicleta do vovô tem radio e velocimetro. Reparei que marcava mais de 5.000 km! E isso numa bicicleta sem marchas. 

Fotos; Gil Sotero