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QUAL TIPO DE CICLISTA É VOCÊ?

O artista e morador de Nova York Kurt McRobert criou uma série com os biótipos de ciclistas da cidade. Como bom amante das bicicletas, ele definiu tipos como: “Hipster”; “Guerreiros de Final de Semana”; “Rapaz da entrega”; “Garota de Manhattan” – que são esteriótipos tão condizentes que você provavelmente já viu – ou é – alguns desses nas ruas.

Confira as fotos e as hilárias definições (com tradução livre) a seguir:

Que tipo de ciclista é você?

hipster_finalO Hipster
Este ciclista nunca será visto vestindo um capacete, porque capacetes são mais embaraçosos do que quebrar o crânio. Eles são normalmente vistos andando em suas bicicletas vestindo Ray-Bans ou ironicamente fumando cigarros e falando em seus iPhones enquanto tentam dirigir em pontes.

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O Viajante Habitual
Fartos da companhia de trânsito, este ciclista tomou de volta o controle da vida. Equipado com a última bicicleta dobrável do mercado, eles chegam ao trabalho suados e ofegantes, prontos para enfrentar o dia!

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A Garota de Manhattan
Esta fashion e “para frente” ciclista é na maioria das vezes vista cruzando as ruas de bairros nobres. Ela está indo fazer compras? Talvez para uma cafeteria tomar um café com leite de soja? Uma sessão de fotos quem sabe? Você nunca saberá porque ela não falará com você… nunca.

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O Ciclista Radical
Quando não estão fazendo performances e dançando como coelhos, esses adolescentes podem ser encontrados vadiando por parques pavimentados. Eles frequentemente podem ser vistos em grandes grupos bebendo litros de soda e enviando mensagens de texto.

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O Mensageiro
Este ciclista não tem tempo para besteira. Existem longos tubos de plástico para serem entregues em prédios altos. Eles possuem um comando destemido e instintivo do tráfego da cidade, e descem avenidas como se fossem um peixe rio abaixo. No entanto, sua astúcia é muitas vezes a causa de sua morte.

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O Turista
Estes ciclistas são frequentemente vistos guiando bicicletas alugadas, vestindo pochetes e parando abruptamente no meio de pontes para tirar fotos. Eles geralmente não tem experiência nem o físico necessário para um ambiente urbano de uma grande cidade.

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O Entregador
Este mal pago ciclista é odiado por todos… exceto quando ele está entregando a sua comida. Um niilista das rodas, este ciclista não respeita nada. Ele dirige com sua grande caixa vermelha de pizza por caminhos errados nas ruas, nas ciclovias ou nas calçadas.

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O Maratonista
O ciclista de meia-idade com algo para provar. Pode apostar que eles podem correr e eles têm dinheiro para comprar uma bicicleta de 5 mil e meias combinando com os shorts acolchoados. Eles serão sempre vistos treinando para a próxima grande corrida, dando voltas ao redor do maior parque da cidade.

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Os Guerreiros de Final de Semana
Normalmente vistos em pares, esses atrasados jovens de ​​vinte e poucos anos estão tentando escapar de sua rotina monótona e ter uma aventura! Eles podem ser vistos andando casualmente em parques ou explorando a vasta paisagem urbana enquanto apontam coisas “interessantes” para o outro.

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O Ciclista Merchandising
Como o mais novo perigo para todos nas ruas, essas bicicletas com propagandas abrangem toda a variedade de ciclismo novato: idosos, homens de negócios, turistas e casais de classe média. Combinando pouco conhecimento do fluxo de tráfego, a velocidade máxima de 3 quilômetros por hora, eles estão rapidamente ganhando dos motoristas de táxi como a maior fonte de raiva das ruas, para não mencionar ser uma praga para a receita de lojas de bicicletas locais. Não fique preso atrás de uma dessas novidades burguesas ou então vai ser uma longa viagem.

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O Ciclista Pai
Não se deixe enganar por sua bermuda cáqui e dentes extra brancos. Este homem é dedicado. Ele pode ser visto transportar até 50 Kgs de filhos desinteressados em torno de parques, em uma vã tentativa de fortalecer o vínculo entre pai e filho.

Reprodução: http://geekness.com.br/ e http://kurtmcrobert.com/

Saiba mais sobre o artista no site oficial.

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BH Cycle Chic vira exposição nesta terça 


Exposição mostra o estilo de pessoas que utilizam bicicletas como transporte na região central de Belo Horizonte.

Um olhar diferente sobre as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte em Belo Horizonte essa é a proposta da exposição BH Cycle Chic trabalho do jornalista e fotógrafo Gil Sotero que abre nesta terça, 18 a 23 de Agosto, integrando o Slow Week, evento da 1ª Semana de Moda, Ética e Sustentabilidade no Centro de Referência de Moda – Rua Bahia, 1149 – Centro.

O Projeto BH Cycle Chic é inspirado no trabalho de outro fotografo e também ciclista e jornalista, Mikael Colville-Andersen, que em 2006 criou o blog Copenhagen Cycle Chic. O objetivo era o registro do estilo dos ciclistas no cotidiano da cidade. O projeto repercutiu e hoje já há várias “franquias” pelo mundo a fora.

Em BH o projeto nasceu em 2013. As bicicletas estão voltando ao cenário urbano devido a decadência e perda da qualidade de vida por causa do excesso de carros porém, no imaginário popular ainda é reproduzido a idéia da bicicleta associada a esporte ou lazer. “Na verdade ela nunca deixou de ser utilizada como meio de transporte, mas a sua representação na mídia só a contextualizava em eventos esportivos ou de lazer. O BH Cycle Chic é um registro de muitas pessoas que já utilizam a magrela para ir a escola, trabalho, padaria, e etc. Sem perder seu estilo e tão pouco adotar um visual de ciclista esportivo. A bicicleta tem sido resgatada como a forma elegante e descolada de pessoas recuperarem sua autonomia e melhorar a qualidade de vida na cidade. Comecei a fotografar as pessoas que encontrava pedalando pelo centro, hoje também realizo entrevistas curtas com elas. A exposição é um pouco desse registro e espero que incentive mais pessoas a usarem a bicicleta em BH”, declara Sotero.

BH Cycle Chic – Exposição – é a primeira exposição de Gil Sotero, 36, que uniu várias paixões; a bicicleta, o jornalismo, a moda de rua e a fotografia. “É minha primeira exposição e espero que todos passem a prestar mais atenção nos ciclistas dentro da cidade. Independente da estética uma pessoa em uma bicicleta exprime uma beleza encantadora, como já escreveu George Wells – Sempre que vejo um adulto em uma bicicleta volto a confiar no futuro da raça humana”, citou.

Além do BH Cycle Chic o fotógrafo também mostra um pouco do trabalho da Agência de Bicicleta Modelos “Biciecleticas” – Magrelas estilosas usadas em produções fotográficas.

A exposição conta com apoio de vários parceiros como a Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte, Ong que atua na promoção de políticas públicas voltadas à quem pedala em BH, além do Pedal & Prosa, Café Khalua, lugares bike friendly e lojas oficinas como o Bike Bros e a Intertrilhas. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais também é parceira do projeto.

Sobre o autor:

Gil Sotero é baiano de Salvador e mora em BH há 13 anos. Formado em jornalismo pela PUC Minas, trabalhou por 7 anos como produtor do Planeta, programa de reportagens especiais da Rede Minas. Após produzir várias pautas ambientais encontrou na bicicleta a síntese na busca por qualidade de vida nos centros urbanos. Atualmente é assessor parlamentar e produz eventos relacionados à bicicultura de BH.

Serviço: BH Cycle Chic – Exposição de 18 a 23 de Agosto

Centro de Referência de Moda – Rua Bahia, 1149 – Centro.

Horário de Funcionamento: 3ª a 6ª das 9h às 21h, sáb. e dom. das 10h às 14h.

Informações Adicionais: 31 3277-9248 e 9182-4349

Algumas fotos:

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Conquistando a Cidade 

“Eu já pedalava antes e usava a bicicleta mas foi em 2013, quando me juntei à Massa Crítica e a outros grupos de pedal noturno, que fui pegando o ritmo e confiança de andar no meio da rua, perdendo os medos e conquistando a cidade.Ao meu ver a bicicleta é muito mais do que um modal de transporte autônomo, prático, limpo e silencioso. É uma nova articulação social, uma ferramente de cidadania e uma possibilidade de redescobrir lugares e pessoas. 

Com as duas rodas ganhei novos olhos, tudo aquilo que aprendi na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo: as articulações entre pessoas e o espaço que as cercam, as visadas da cidade e uma mobilidade racional, tudo isso ganhou um novo sentido muito mais lógico e prazeroso. Quando saímos da bolha de metal e vidro dos carros e nos posicionamos no meio da rua podemos sentir e viver o espaço urbano de uma forma mais direta e humana, os sentidos são bombardeados pelas imagens, cheiros e sons que nos cercam. As pessoas passam a se olhar nos olhos e a se cumprimentarem com um aceno de cabeça, e o sorriso que carrego no rosto é retribuído com uma frequência muito maior do que quando passamos correndo de janelas fechadas.

Pra mim bicicleta é isso: viver, sentir e gostar da cidade e seus cidadãos; como ciclistas somos mais sensíveis e atentos aos problemas das ruas, gentis e cordiais com o próximo, e os laços de afeto e amizade com aquilo que nos cerca cotidianamente tornam-se muito preciosos e enriquecedores”. Clarice Lacerda, arquiteta.