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Um dia frio qualquer 

“No primeiro dia que saí de bicicleta por BH eu já vi a cidade de outro jeito. De fora do carro, sem estar presa no trânsito o contato com as pessoas, com a atmosfera urbana transforma a gente. Eu ainda não me sinto segura em usar a bicicleta em algumas regiões da cidade em determinados horários mas quero usar a bicicleta cada vez mais em BH”. Mariana Vasconcelos, professora e atriz, pedalando em uma Monark Brisa reformada.

  
    
 

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Estilo Western

Durante o Bicicleta Junina algumas pessoas foram à caráter. Enne Maia foi uma delas. Ele usou a referências western para compor o visual. O estilo Western retrata o estilo americano da década de 50, naquele espírito do Velho Oeste. “No meu dia-a-dia sempre uso referência vintages, mesmo que seja apenas a maquiagem. Quando tenho algum evento como hoje, eu capricho mais. A bicicleta é também o resgate de uma cultura. Já está claro que a cidade não comporta mais uma urbanização voltada somente para o automóvel”, declarou Enne Maia. Estudante de arquitetura, co-organizadora do Tweed Ride BH. 
   
     

  

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Bom Gosto

“Eu aprendi a pedalar há um ano e comecei usar as bicicletas de aluguel. No começo eu ficava cansada mas logo peguei resistência e disposição e hoje vejo o resultado na força do meu físico. Então resolvi comprar uma que combinasse com o meu estilo. Eu ainda faço percursos curtos, usando a ciclovia , tenho receio da rua porém  quero usar a bicicleta cada vez mais em BH”. Bruna Martins, empresária. 
   
     

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Bicicleta Junina Resenha

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Domingo 21 de junho a Praça do Ciclista foi “ocupada” por ciclistas como nunca antes na história da cidade. Três eventos simultâneos aconteceram de forma sincronizada e culminou com uma “inauguração” surpresa do Bicicine, entre os participantes ciclistas de várias tribos. Quem participou se surpreendeu. “O evento foi lindíssimo e o fechamento ficou gravado na história do ciclismo de BH. Sem sombra de dúvidas a gente vai falar daquele dia em bares em 10 anos. O mais bonito foi ver as pessoas despermeabilizando. A galera sentindo mais o que a gente tem de comum que de diferente. Foi meio catártico, e extremamente simbólico, da pedalada na chuva até a inauguração surpresa do bicicine. Tipo, é nós contra os carros”, declarou Marcello Cardoso.  

 

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As 14h30 como combinado a primeira Food Bike chegou carregada de cup cake. “Achei o pessoal super bacana!!! E aprendi um tanto sobre a bicicleta” disse Carol Coscarelli da Chocake. O pessoal do Ciclo Bazar de  Rua já “brilhava” com as bicicletas vintage, BMX e Caloi Cross dos anos 80 e 90, impecáveis. Houve até distribuição grátis de paçoca.

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A turma do low ride de bicicletas estilizadas de Contagem também compareceram. Logo em seguida outros ciclistas chegaram com quentão, broa, palha italiana, queijadinha, bolo, tudo feito localmente. O filme começou a ser exibido na Praça do Ciclista mas, com a chuva, Vinicius Túlio do Bicicine convidou os presentes para assistirem na nova sede que ainda em obras acolheu a todos depois de um breve pedalada.

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O documentário Bike vc Car mostrou com exemplos reais ,alguns asssutadores, como a industria automobilística destruiu o melhor sistema de transporte público dos EUA e como a relação com o poder é permeada de “favores” com caso de doações de carros na Alemanha para barrar votações que afetam essa industria. “Foi interessante porque eu não conhecia sobre a cidade de Copenhagen e de como era a situação nos Estados Unidos. Foi legal ver o que acontece em outros países e fazer o paralelo aqui” pontuou Bruna Caldeira.

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No final da exibição Aline Cavalcante, protagonista do documentário, falou um pouco da sua  participação no longa e contou sua experiência como jornalista e cicloativista. Ela ressaltou a importancia de eventos que agregam ciclistas urbanos. “Acho que uma das coisas mais importantes para todo e qualquer movimento é a troca, o olho no olho, ouvir o outro, compartilhar experiências. Por isso que a gente investiu tanto aqui em SP em um espaço fisico, por que a gente acredita demais que as melhores idéias saem nos encontros off-line. Nesse sentido o evento é uma ótima oportunidade pra confraternizar e humanizar as relações. Fora que tem uma pegada de desenvolver o empreendedorismo e promover a cultura da bicicleta por outros caminhos. Nada mais lindo e necessário”, disse Aline.

O evento varou a madrugada e proporcionou além da reflexão sobre o que está acontecendo pelo mundo a fora que altera o destino de toda humanidade, momentos de descontração e prosa boa.

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Festa Junina da Bicicleta, Ciclo Bazar e Documentário agitam final de semana ciclístico em BH 

Pensando em unir comida típica junina e bicicletas, ciclistas de Belo Horizonte resolveram realizar um evento para unir os amantes dessa gastronomia épica a cultura da bicicleta que aumenta cada dia mais na capital mineira. No domingo, 21, acontecem o Bicicleta Junina, Ciclo Bazar e exibição do documentário Bike vs Car. 

  
A gastronomia já anda de bicicleta há muito tempo. Não é incomum reparar nas ruas de BH ambulantes vendendo todo tipo de alimento em bicicletas adaptadas. Foi pensando nessa idéia de celebrar a bicicleta também na gastronomia que ciclistas de BH resolveram criar um evento para reunir amigos, quitandas juninas e a bicicleta num só local. “A idéia do evento é fortalecer a cultura da bicicleta e promover troca de experiências gastronomicas em uma comunidade que por si já se auto ajuda. Aqui em BH temos cada vez mais pessoas usando a bicicleta como meio de transporte e grupos que vão para além dos pedais juntos, a bicicleta resgata também o senso de comunidade urbana”, declarou Gil Sotero, um dos organizadores. 

 

Food Bikes participarão do Bicicleta Junina

 
O menu será bastante variado,ciclistas prometem levar de feijão tropeiro vegano a borwnie e cupcakes. As food bikes, bicicletas estilizadas especificamente para a comercialização de comida, também farão parte do evento. “Eu adorei a ideia de uma festa junina só para bicicletas, e como meu trabalho vem sendo em cima de uma magrela eu estou indo para divulgar meu trabalho e fazer novos amigos”, afirma Carolina Coscarelli da Chocake. Os itens do menu no evento terão valores a partir de dois reais. 

Ciclo Bazar e Filme

Durante o Bicicleta Junina acontece também o Ciclo Bazar de Rua, encontro de amantes de bicicletas vintage que acontece uma vez por mês na cidade. Além das bicicletas antigas os participante trocam peças usadas. 

  
Bikes vs Carros, um olhar atual sobre a mobilidade urbana e as grandes cidades

 

Para encerrar o evento os ciclistas poderão conferir a exibição do documentário inédito Bike Versus Car, dirigido pelo sueco Fredrik Gertten. A produção narra como a indústria automobilística influencia nas políticas públicas das cidades e como a bicicleta começa a mudar uma parte desse jogo. 
Gravado em São Paulo (Brasil), Los Angeles (EUA), Toronto (Canadá) e Copenhague (Dinamarca), o filme mostra realidades completamente diferentes, desde a luta por incluir o uso da bicicleta no dia a dia das pessoas em São Paulo até Copenhague, cidade que é referência internacional em mobilidade urbana. Bike vs Car realiza um dialogo sobre essa questão que é a pauta global de todas as grandes cidades, com depoimentos de governantes, ciclistas, taxistas, especialistas, pedestres e motoristas.

O filme teve sua première internacional em Malmö, na Suécia, em março, e até agora já passou pela Espanha, Reino Unido, Colômbia, Austrália e Estados Unidos, entre outros. De acordo com a programação internacional, o filme ainda vai à Coreia do Sul, Polônia e muitas outras cidades dos Estados Unidos. 

A exibição em Belo Horizonte será na Praça do Ciclista (Carandaí c/ Av. Brasil) às 18h30 ao ar livre. Aline Cavalcante umas das protagonistas do longa vira a BH para exibição do longa. 

  

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Empoderamento 

“Mesmo no movimento ciclístico em BH, alguns não entendem que gays também pedalam. Então eu vejo que além da luta pelo direito direitos de ocupar a via e ser respeitados temos que nos fazer visíveis. Para mim a bicicleta é também uma forma de empoderamento, ainda que lúdico, pois estou sempre mais feliz curtindo e vendo a cidade de fora”. Bruno Alberto, tradutor, em sua “Heloisa” uma Monark 10 positron, circa 1979.