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De bike ao trabalho e com charme 

Na sexta passada, dia 8 de maio, realizamos em BH o Dia de Bike ao Trabalho. Aproveitei para registrar os ciclistas que cruzavam a Afonso Pena. A ciclovia da Bernado Monteiro está consolidada. O registro de ciclistas passando pelo local aumentou em 8 vezes em relação ao primeiro evento promovido em BH! 

Encontrei a Luísa indo para o trabalho com sua bicicleta.  

“Eu uso a bicicleta para ir ao trabalho há 1 ano. Nunca me interessei em ter um carro. Ia a pé mas depois que passei a usar a bike tudo ficou tão mais fácil! BH é uma cidade linda e gostosa de passear, quando tenho que fazer esses trajetos de carro me dá até angustia, sinto que estou perdendo alguma coisa lá fora, sabe? (além do tempo que se gasta no transito que suga sua energia/juventude completamente). Pedalando a sensaçao é de que você se integra a cidade, e de um jeito muito diferente, é lindo. É muita liberdade, é muita contemplaçao, é um percurso que faz a rotina daquele mesmo caminho ficar deliciosa”. Luísa Luz, estilista. 

  

  

  

  

  

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Estilo Dizzy

Assim que a bicicleta começou a ser produzida em larga escala um personagem surgiu para propagar o seu uso: os bike boys – ou bike courriers e ciclomensageiros. No livro Bicycle: The History de David Herlihy, há várias referências a eles. Em Paris já eram vistos trabalhando para a bolsa de valores. Em 1890 a Western Union empregou uma série de ciclomensageiros em NY, São Francisco e outras cidades. Com a motorização crescente os ciclistas foram substituídos e sumiram de muitas cidades mas, nos anos 80 com a inviabilidade do trânsito nos centros urbanos os bike boys voltaram com força. Outro fator também contribuiu para o crescimento das bicis nas entregas; o baixo custo de manutenção,  a rapidez ( geralmente a bicicleta é o meio de transporte mais rápido) e o fato de poderem carregar uma enorme variedade de itens que não podem ser enviados por meios digitais. Em BH já existem empresas desde a década de 90 e a tendência é crescer o número de bikes boys a medida que a frota de motocicletas aumenta e a bicicleta leva vantagem na hora de estacionar.  

Para além do serviço de entrega os ciclomensageiros são responsáveis por outros aspectos da bicicultura; o Alleycat (uma espécie de corrida informal de bicicleta onde o objetivo é cumprir um roteiro que ganha quem fizer no menor tempo) o Bike Polo que também vem crescendo pelo Brasil e etc.

Gustavo Leal é programador e ciclomensageiro em BH na empresa Dizzy Express. Com sua bianchi duo speed  encara as subidas e descidas de BH. 

   

 

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Savassi ganha o primeiro Parklet de BH 

  
Em meio ao concreto e ao corre-corre típico da Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, um convite ao descanso, entretenimento e à convivência foi feito a quem passou na Rua Antônio de Albuquerque ontem. O projeto piloto do BH Parklet estacionou na via, no cruzamento com Rua Sergipe, apresentando à cidade a primeira versão das minipraças instaladas em vagas de estacionamento, como extensão da calçada. A robusta estrutura de madeira conta com mesas, bancos, cadeiras, jardim e bicicletário e é um conceito importada de São Francisco, nos Estados Unidos. No Brasil, já está presente em São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre. Em BH, a iniciativa montada por um dia – entre as 22h de sexta-feira e o mesmo horário de ontem –, despertou curiosidade de quem passou no local. Também chamou atenção de comerciantes e moradores do entorno que não só aprovaram a ideia, bem como apoiaram a instalação dos parklets permanentes.

No dia da primeira aparição, teve oficina para apresentar a iniciativa à cidade e mesas de debate sobre a vivência do espaço urbano, com temas relacionados à mobilidade e o direito à cidade. “O que deseja é que os parklets sejam apropriados pela população, porque ele não é só um projeto de arquitetura. É uma construção coletiva”, afirmou uma das idealizadoras do projeto, a cientista socioambiental Flávia Vale Dornelas. Entre as possibilidades de uso da estrutura, estão encontros ao ar livre, espaço para leitura, para atividades escolares, reuniões de grupo, manifestações artísticas, áreas para uso de internet wifi, entre outros. O que se deseja, segundo Flávia, é que o espaço seja integrado ao dia a dia da cidade.

E logo na manhã de ontem, essa vontade já tinha sido alcançada. No início de forma meio tímida, mas aos poucos encantando quem passou pelo local. Bastou passar e ver a estrutura para a aposentada Bete Soares de Matos, de 75 anos, se encantar com a instalação. “Moro na Savassi há 40 anos e acho que todas as iniciativas para deixar a região mais charmosas são bem-vindas. A minipraça enobreceu o espaço e ficou muito melhor do que se tivesse dois carros parados na rua”, afirmou a moradora da Rua Antônio de Albuquerque. “Gostaria que fosse permanente”, frisou.

Se depender da vontada da empresária Nyres Edim, de 51 anos, que tem uma loja em frente ao local onde o parklet foi instalado ontem, o desejo de Bete vai se tornar realidade. A comerciante participou da oficina para conhecer melhor o projeto e disse ter interesse em cofinanciar a implantação. “Pode haver quem pense que são duas vagas a menos. Mas quem vem à Savassi já costuma vir de carona, de táxi ou para em estacionamentos pagos. Além disso, o benefício da estrutura é muito maior do que o ganho com dois carros parados”, afirmou Nyres.

Na capital mineira, pelo menos 15 projetos de parklets permanentes estão sendo desenvolvidos para vias do interior do perímetro da Contorno. De acordo com um dos idealizadores do projeto, o engenheiro agrônomo Luamã Gabriel Lacerda, já há empresas e comerciantes interessados em financiar a implantação das estruturas, que têm custo variável a depender do projeto. Estudos feitos em São Paulo mostram que o investimento para instalar a estrutura varia entre R$ 20 mil e R$ 80 mil, com permissão para permanência de três anos. Em BH, o prazo estabelecido pela prefeitura é de dois anos, conforme o decreto do prefeito Marcio Lacerda, publicado em 13 de março, não há necessidade de licitação para a instalação dos parklets, apenas autorização da prefeitura. “Como é possível usar materiais recicláveis, o curto pode ser ainda menor”, explica Luamã.

Ele destaca ainda que a iniciativa voltada para promoção da convivência na rua e ampliação da ofeta de espaços públicos pode ter prazo de permancência prorrogado no local onde for instalado. E lembrou: “O acesso é livre à toda a população. Mesmo quando financiado pela iniciativa privada, não é possível que o investidor se beneficie da exploração comercial”, disse Luamã. Nesses casos, quem quiser custear a implantação pode ter sua marca vinculada ao parklet naquele local.


Reprodução: Jornal Estado de Minas 

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Belo Horizonte ganha seu primeiro Bike Café

por Gil Sotero .

  
Demorou mas aconteceu. Belo Horizonte famosa também pelos cafés mineiros, que diga-se de passagem apresenta o melhor blend do país, ganhou hoje, dia 08 de maio, o seu primeiro Bike Café. 

A inciativa foi do empresário e ciclista Marcelo Faria. Ele disse que o Café era um desejo antigo e depois que se formou barista resolveu unir num lugar as suas duas paixões – “O Pedal & Prosa une duas paixões. Sempre fui fã do café e procurei estudar para aprender mais sobre a bebida. Sou ciclista há muitos anos. O espaço se divide em cafeteria e eventos, desenvolvido para acolher os ciclistas, amantes do café especial e da boa quitanda, algo tão típico em Minas”, declarou Marcelo. 

Na decoração do Café, o universo da bikecultura está presente em vários detalhes. As mesas são aros de magrelas. O tijolo aparente e luminárias com canecas esmaltadas são itens que dão o toque acolhedor ao local. No lavabo uma Phillips da década de 50 evoca a boa memória de quem viu o avô pedalar e tomou um café com ele. 

   
   

Além do cafe especial o local vai oferecer no menu  sanduíche especial, suco natural e cerveja  artesanal tudo produzido em Minas. O mezanino suporta até 50 pessoas no formato de auditório e o paraciclo será instalado na frente do estabelecimento. 
Certamente se tornará um point para que pedala em BH. 

 Marcelo Faria inaugura o primeiro Bike Café de BH.    

Serviço:

Pedal & Prosa Café – Rua Padre Marinho 321, Santa Efigênia – BH

Esquina com Av. Brasil  

  

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O vício saudável 

“Pedalar dá uma liberdade tão grande que a gente vicia e fica arrumando programa para ir de bicicleta. No início, apesar da minha experiência em usar a bicicleta como lazer, eu tive receio por causa do trânsito , mas nunca deixei de pedalar por isso. A gente tem que enfrentar. Eu uso muito vestido. Acho muito confortável, você coloca um shortinho por baixo e vai a qualquer lugar”. Flora Guerra, técnica em som.