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O Tamanho da sua Bicicleta

Gil Sotero

Bicicletas e sapatos tem algo em comum: tamanho certo para cada pessoa!. Se você detestou pedalar em alguma bicicleta é porque talvez ela não seja o seu número!

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O que fazer então para encontrar a bici que seja perfeita para você?  Há pelo menos dois modos considerados. No primeiro é preciso saber a medida da suas pernas. Ai você responde: – “Ok! sou alto(a) então para mim a bicicleta tem que ser grande!” – Não necessariamente cara pálida!..rs..rs..

Há pessoas com tronco comprido e com pernas curtas e vice versa!
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Então vamos lá:
1. Para medir a altura da perna é só ficar descalço(a) e mediar de onde pega o selim até os pés.
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Arte: bikemagazine.com.br

2. Com essa media você multiplica por 0,65. Então se uma pessoa tem 80 cm de “cavalo” (0,80 x 0,65 = 52).

No Brasil as bicicletas até pouco tempo possuía numeração de 48 a 62. Essa numeração é indicada pelo fabricante e as vezes gravada no quadro. Se quer saber se a bicicleta serve para você tire as medidas dela!
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Mas atenção!

A regra é diferente para as mountain bikes. O tamanho delas é em polegadas (consulte tabelas). Para encontrar seu tamanho de mountain bikes a regra é ache o número do seu cavalo, converta em polegada e subtraia 14.
Exemplo: 0,80 = 31,49 – 14 = 17,49. Então o seu quadro de mountain bike deve ser 17 ou 18.

Mountain Bike Tamanhos

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Vintages

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Se quiser a vida facilitada então aqui vai a mágica. Este site gringo te informa qual o tamanho da bike que você precisa.

http://www.ebicycles.com/bicycle-tools/frame-sizer/road-bike/size-sheet?utf8=%E2%9C%93&u=cm&r=man&h=1700.0&i=800.0&b=Calculate

Agora que já sabe qual é o seu número de bici! Encontre a sua e seja feliz!

Fonte: Bicicleta Bege

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Elegante e Simpática 

Nem sempre as pessoas estão bem humoradas enquanto pedalam.  As vezes minha primeira abordagem aos ciclista é com um simples aceno, assim eu testo a energia e vibe do pedalante para saber se posso fotografá-lo. Nesse tempo de trabalho já conheci muita gente simpática. E foi assim outro dia! 

Estava descendo a ciclovia da Bernado Monteiro, feliz da vida porque tinha conseguido pela primeira vez pegar uma bicicleta do “Bike BH” quando avistei uma ciclista subindo.  De longe percebi que ela estava com pressa  mesmo assim ao passar por mim eu cumprimentei-a com um “Bom Dia” e um trim-trim e ela me respondeu com o mesmo cumprimento matinal e um sorriso. Voltei e pedi para tirar uma foto. Apesar da pressa ela foi tão gentil! Ela me respondeu por email como usa a bicicleta em BH. – “Uso a minha bicicleta como meio de transporte há mais de três anos e tenho acompanhado o crescimento do número de ciclistas durante esse tempo nas ciclovias e fora delas. Geralmente, circulo entre as zonas leste e centro-sul. A bicicleta deixou minha vida mais leve e feliz”, escreveu Marília Carvalho.



Look elegante: alfaiataria, maxicolar e  oculos retrô. Adorei as alpargatas também. É difícil encontrar a versão masculina desse modelo. São ótimas para pedalar é bem confortáveis. 

Parece que o sistema Bike BH deu uma melhorada. Consegui pegar uma Bici na estação da Professor Moraes, devolvi na Francisco Salles com Carandaí. Antes de pegar chequei freios e os pneus. Perecia novinha! Definitivamente dá para andar com apenas três marchas em várias partes da cidade. 





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Vá Sem Medo

Luiza Liu, 22 é produtora cultural e pedala há 5 anos em BH. “Usar a bicicleta é agregar qualidade de vida. Eu me sinto muito melhor, com mais vida e força por incluir a magrela em meus deslocamentos”. Sobre o número de mulheres pedalando (ainda baixo) em BH ela diz que isso vai mudar com mais estrutura e mudança na mentalidade das pessoas: “As mulheres não pedalam hoje por um conjunto de fatores; estrutura com poucas ciclovias e nenhuma interligada, falta de respeito dos motoristas e também principalmente o medo. Mas eu acredito que isso está mudando e projetos como este (o BH Cycle Chic) ajuda a dar visibilidade e mostra que é possível as mulheres usarem a bicicleta em BH” completa. Deixe o medo em casa e vá pedalar!.

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Ciclista é derrubado na ciclovia da Professor Moraes.

Gil Sotero

Na manhã desta quarta-feira, tive o desprazer de ver um acidente que felizmente não teve proporções maiores.  Um motorista atravessou a ciclovia para ter acesso a garagem e acertou o ciclista Felipe Canuto, conhecido como Mogli.
Os dois estava no mesmo sentido, descendo a via em direção a Getúlio Vargas. “Eu vim descendo e o vi parado. De repente ele virou e me acertou”, declarou Mogli que teve dois cortes no joelho e um hematoma no abdome. O motorista verificou como estava o ciclista, deu seu cartão para eventuais ocorrências e entrou no prédio.

Eu sempre passo pela rua Professor Moraes e raramente os motoristas nos dão preferência quando vão acessar ou sair das suas garagens.   O Código de Trânsito Brasileiro, reza que a proteção deve vir do maior para o menor, logo, o pedestre e os ciclistas, os mais frágeis dos citados no CTB, deveriam ser o alvo de maior cuidado no trânsito. Ao entrar na garagem os condutores de veículos automotivos deve resguardar o pedestre e o ciclista. Não há  dados unificados e consolidados a cerca dos atropelamentos em Belo Horizonte (por que será?) mas estima-se que 6 pessoas sejam atropeladas por dia na capital mineira.

Apesar das falhas as ciclovias são vias importantes para a segurança do ciclistas, sobretudo dos mais jovens e idosos. Porém faltam campanhas educativas e punições aos motoristas infratores que poem em risco a vida dos bicicleteiros. Estimo melhoras ao nosso colega Mogli e seguimos pedalando.

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Cicloexpedição marca Dia Mundial das Águas em BH. 

Coletivos de Belo Horizonte promoveram neste domingo, Dia Mundial das Águas, uma cicloexpedição pelo Ribeirão Arrudas, maior rio que corta BH com mais de 40 km de extensão. O passeio teve a proposta afetiva de reconhecimento do território e da natureza da cidade através bicicleta. 



Quem diria que ainda é possível observar as águas do Ribeirão Arrudas cristalinas por pelo menos  até 1 km desde a nascente. Infelizmente  depois dessa distancia o rio recebe esgoto de todas as partes e se transforma num “mar” de poluíção. Foi triste ver o que está acontecendo com ele. Esta conta será cobrada e mais rápido do que imaginamos. 



A cicloexpedição reuniu ciclistas de diversas partes da cidades e começou com um gostoso picnic no Parque Roberto Burle Marx também conhecido como Parque das Águas no Barreiro.  Do Parque até a cachoeira em Sabará foram mais de 25 km debaixo de sol e chuva.  Fotos: Gil Sotero





Cada um foi do seu jeito para a Cicloexpedição.  Destaque para as mulheres que compareceram em um bom número. O evento contou com a presença de mais de 100 ciclistas. 









A Cicloexpedição foi uma realização do PISEAGRAMA,  Tarifa Zero, BH em Ciclo,  Curral Del Rey.com ,Coletivo Santo Antônio, Projeto Manuelzão e Micrópolis.







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Quando a noticia é pedalar

por Gil Sotero

Quem é jornalista sabe; somos contadores de histórias e fatos e elas podem nos transformar. Foi assim do mesmo jeito que a bicicleta re-entrou na minha vida, produzindo reportagens, que aconteceu com uma querida colega.

De tanto começar a escrever sobre bicicleta, bicicleteiros e tudo que envolve a magrela, a jornalista Natália Oliveira, 25, resolveu comprar a sua primeira bicicleta depois de 10 anos sem pedalar. Ela integra a equipe do Jornal O Tempo  que assumiu apoiar o uso da bicicleta na cidade e criou uma página temática onde anda produzindo várias reportagens sobre o tema (clap,clap,clap).

Arquivo Pessoal.

Natália e sua dobrável Lola. Arquivo Pessoal.

“Bicicleta sempre foi paixão quando eu era criança, no entanto tinha mais ou menos uns 10 anos que eu não andava mais. Nós últimos meses fazendo a série O TEMPO de Bike pelo jornal, eu comecei a amadurecer a ideia de ter uma bicicleta de novo. Tive saudades de andar e também porque se estou sempre lutando por uma cidade melhor, nada mais justo que fazer parte disso, até porque nunca tive paciência nem para começar a tirar carteira. Ainda estou voltando a me adaptar a pedalar, mas espero que, com o tempo, eu possa fazer da magrela meu meio de transporte”, declarou Natália.

Ela está começando a pedalar por onde mora. Só podemos dizer: Seja Bem Vinda Natália!

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O Artista e a Bicicleta 

Em Belo Horizonte conheço vários artistas que utilizam a bicicleta para realizar seus trabalhos. Carlos Queiroz é um deles. Encontrei o artista subindo a Avenida João Pinheiro, indo para a Galeria Quarto Amando, na Savassi, onde está montado seu mais recente trabalho. “Comprei a bici há dois anos. Eu saia do Prado para Lourdes.  Hoje eu tento  não usar nenhum tipo de motor, a bicicleta virou um motivo de economia, além da rapidez pois é o meio mais rápido de chegar à Savassi. Nesses dois anos eu aprendi a usar roupas mais confortáveis, como regatas e sem perder meu estilo. Com a bicicleta você ganha a dimensão geográfica da cidade. É como o prazer de um passeio a pé, porém com as dimensões ampliadas”, declarou Carlos. 

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Carlos Queiroz, artista presente na galeria Quarto Amando. Foto: Gil Sotero

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Foto: Gil Sotero

Gostei das meias coloridas.

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Foto: Gil Sotero

Carlos é um dos artistas presente na Galeria Quarto Amado. Breve farei um artigo melhor sobre essa Galeria.  A Quarto Amado representa 13 expressivos artistas mineiros, com a premissa de refletir sobre a cidade, a arte local, a ocupação do espaço público, e o desenvolvimento de projetos que pensem a arte para além de suportes e espaços tradicionais. Uma das coisas legais da Galeria:  As compras efetuadas dentro da área da contorno, em Belo Horizonte, são entregues de bicicleta, como parte da  política de mobilidade urbana da empresa. Alguns dos trabalhos do artista.

Carlos Queiroz. Quarto Amado divulgação.

Carlos Queiroz. Quarto Amado divulgação.

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