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Grávida e pedalando

É tão interessante conhecer pessoas, suas historias e jornadas com a bicicleta em Belo Horizonte que nem sei descrever direito quando sou surpreendido. Foi assim sem palavras quando vi Claudia Vilela, arquiteta, grávida de 7 meses e meio, pedalando pela cidade.

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“Eu sempre andei muito de bicicleta. Perguntei para a minha médica se existia algum problema fisico por pedalar grávida. Ela respondeu que não. O único cuidado é não cair mas cair é um problema que todo mundo está exposto. Se eu andar de carro e alguém bater seria muito pior. Para minha surpresa achei varias mulheres que pedalaram até a um pouco antes de terem seus filhos” disse-me Claudia. Ela me contou que a estratégia é simples: pedala devagar, evita subidas íngremes e não percorrer distâncias que durem mais de 1h de pedal na magrela.

A ciclista grávida não está sozinha: é acompanhada do amor. O companheiro também pedala.

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O francês Antoine Plane, é instrutor de navegação em veleiros. Ele estava tranquilo numa Monark Barra Circular.
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“Tive inúmeras bicicletas furtadas na França e há um tempo uso somente bicicletas velhas”, disse. O casal faz tudo de bici na cidade há mais de dois anos.
“Nosso filho vai pedalar aos 3 anos”, completou Plane, sorrindo.
Eu só pude concluir: “Que feliz essa criança será!”.

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Sem Salamaleque

“Antes eu ficava com medo, mas hoje, com alguns meses de pedaladas por BH, já me sinto confiante o suficiente para sair sem nada – uso, no máximo, as luvas, para as mãos não escorregarem no passador de marchas. De resto, já me permito usar o cabelo como bem quero, o sapato que bem entender, e até uns shorts e umas saias e vestidos. Nessas horas eu consigo sentir toda a liberdade que a bike dá pra gente, me sinto realmente dona do meu espaço e da minha vontade. Gosto de me sentir livre – aquela coisa de simplesmente pegar a bike e sair, sem muito “salamaleque”. Janaïna Rochido, jornalista que foi pedalando ao Brechic na Casa do Jornalista no último sábado.

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E-bike para subir os morros

Os morros de BH não são intransponíveis, ainda mais se você tiver um e-bike. É assim que o publicitário Humberto Bicalho se desloca pela região central. “Eu uso há dois anos essa bicicleta que trouxe de uma viagem e resolvo tudo com ela. É muito prática!” declarou. Nesse tipo de Bici você continua pedalando e o motor ajuda nas partes mais íngremes. “A vantagem dela é que você não precisa ser um atleta para pedalar e pode usar qualquer roupa”, completou.

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Retrô

Muitas marcas de motocicletas começaram fabricando bicicletas. Assim uma legião de fãs das motocas também curtem as magrelas mas, não são conquistados por qualquer uma. Substituir o ronco do motor pelo som da catraca só é possível se apaixonando por uma bici. Talvez esse seja o caso do motociclista Frederico Catizanni. Ele é Engenheiro Civil e começou a usar uma bici retrô no trajeto trabalho-casa.
“Escolhi pelo trajeto favorável e para me deslocar com consciência urbana tranquila, sabendo que não estou poluindo a cidade e ainda faço algo prazeroso e saudável. Com o modelo retrô me identifico. Gosto do antigo e clássico, combinam com meu estilo de vida e minha aparência”, disse Fred.

Fotos Gil Sotero

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